Crime da Mala: acusado de matar e esconder partes do corpo de mulher vai a júri; cabeça não foi encontrada

  • 15/10/2026
(Foto: Reprodução)
Crime da mala: RBS TV estreia documentário sobre bastidores da investigação do caso O homem acusado de matar Brasília Costa, de 65 anos, e ocultar partes do corpo da vítima em diferentes locais de Porto Alegre, em agosto de 2025, será julgado pelo Tribunal do Júri. O réu é Ricardo Jardim, 66 de anos, companheiro da vítima, que está preso desde setembro. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Em agosto do ano passado, o publicitário deixou uma mala com o tórax da mulher no guarda-volumes da Rodoviária de Porto Alegre. Outras partes do corpo da vítima foram encontradas em diferentes pontos da capital gaúcha. Além da suspeita de feminicídio, em contexto de violência doméstica e familiar, Jardim deverá responder por vilipêndio e ocultação de cadáver, furto, falsificação de documento público, uso de documento falso, falsa identidade e invasão de dispositivo informático. Ele também é acusado de três episódios de furto mediante fraude. A decisão prevê ainda que o réu responda pelas causas de aumento de pena relacionadas à idade da vítima e ao suposto uso de recurso que teria dificultado a defesa dela Jardim seguirá preso preventivamente. Ainda não há data definida para o julgamento, e a decisão pode ser contestada por meio de recurso. Ricardo Jardim, suspeito de esquartejar mulher e colocar corpo em mala, após depoimento Reprodução/ RBS TV Defesa questiona processo A defensora pública Tatiana Boeira, que atua no caso ao lado do defensor Gabriel Seires, afirmou que a decisão de levar Jardim a júri popular já era esperada. No entanto, a defesa aponta supostas irregularidades ocorridas durante a primeira etapa do processo. Entre os questionamentos apresentados está o pedido para instauração de um incidente de insanidade mental do acusado. De acordo com Tatiana, a solicitação foi acompanhada de parecer elaborado por profissionais especializados em saúde mental que entrevistaram Jardim e aplicaram testes. O pedido foi negado em primeira instância e a defesa afirma que tenta discutir a questão em Brasília. A Defensoria também questiona a origem de algumas provas apresentadas pela polícia. Segundo Tatiana, há elementos que teriam sido obtidos sem a documentação que a defesa considera necessária para demonstrar a cadeia de custódia. A defensora afirmou ainda que as nulidades apontadas durante a primeira fase do processo não foram acolhidas e que os questionamentos continuarão sendo levados às instâncias superiores. 'Sim, a pronúncia era o caminho natural, mas a gente esperava que o juízo de primeiro grau e o tribunal atentassem para essas irregularidades que têm sido apontadas", afirma Tatiana Segundo a defensora, o objetivo dos questionamentos é garantir o exercício da ampla defesa e evitar que eventuais falhas processuais resultem, posteriormente, na anulação do julgamento. O caso Brasília Costa Arquivo pessoal Ricardo Jardim e Brasília Costa tinham um relacionamento afetivo e moravam na mesma pensão, no bairro São Geraldo, em Porto Alegre. A acusação sustenta que Brasília teria sido morta entre 8 e 12 de agosto de 2025. As circunstâncias da morte não foram esclarecidas. Conforme o Ministério Público (MP), o crime teria ocorrido em contexto de violência doméstica e familiar e com o uso de recurso que teria dificultado a defesa da vítima. Após a morte, ainda de acordo com a denúncia, Jardim teria violado o cadáver e espalhado partes do corpo por diferentes pontos de Porto Alegre. A cabeça da vítima não foi localizada. A investigação teve início depois que o torso do cadáver foi achado dentro de uma mala em um armário da rodoviária da capital em agosto de 2025. A polícia segue em busca do crânio da mulher. O primeiro descarte de partes do corpo ocorreu em 13 de agosto, em um local ermo, sem movimento ou câmeras de segurança, na Zona Leste da capital. Já o segundo ato foi registrado em 20 de agosto, na rodoviária, um espaço de grande circulação e monitoramento. As pernas foram encontradas em dois trechos diferentes da Zona Sul. Brasília foi identificada por meio de exames genéticos. Conforme a acusação, imagens de câmeras de segurança da Rodoviária e de outros locais ajudaram a reconstruir o trajeto da pessoa que deixou uma mala contendo parte do corpo. VÍDEOS: Tudo sobre o RS

FONTE: https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2026/10/15/crime-da-mala-acusado-matar-esconder-corpo-mulher-vai-a-juri-cabeca-nao-foi-encontrada.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Anunciantes